sábado, 16 de julho de 2011

Estratégias de leitura - Isabel Solé

Estratégias de Leitura

O livro escrito por Isabel Solé aborda diferentes formas de trabalhar com o ensino da leitura. Seu propósito principal é promover nos alunos a utilização de estratégias que permitam interpretar e compreender de forma autônoma os textos lidos.Enfatizando sempre que o ato de ler é um processo complexo, a autora, utilizando um texto simples e agradável de ser lido, explicita-o dentro de uma perspectiva construtivista da aprendizagem.Estratégias de leitura, 6ª edição, é uma obra que certamente contribuirá para o desempenho docente, principalmente dos profissionais que atuam no Ensino Fundamental e na Educação Infantil
Editora: Artmed
Ano: 1998
Edição: 6
Número de páginas: 194
Acabamento: 
Brochura
Formato: Médio
Complemento da Edição: Nenhum
créditos:http://www.submarino.com.br/produto/1/27039/?franq=134562



Diagrama 1


Diagrama 2



Como ensinar os alunos a produzir bons resumos

Por que os alunos têm tanta dificuldade para fazer boas sínteses? Estudo revela que o problema pode estar na forma como se ensina o gênero

Entre os procedimentos de estudo ensinados na escola, o resumo é certamente um dos mais úteis e populares. Entretanto, muitos professores se queixam de que a prática raramente atinge os resultados prometidos pela teoria: estudantes copiam trechos, não selecionam o essencial, deturpam ideias e por aí vai. Por que isso ocorre?

Essa dúvida motivou 20 anos de trabalho da pesquisadora argentina Flora Perelman, da Universidade de Buenos Aires. Seu livro mais recente, El Resumen sobre el Papel: Condiciones Didácticas y Construcción de Conocimientos (lançado no fim de 2008, ainda sem versão em português), é um compêndio sobre as informações colhidas ao longo desse tempo. A conclusão da especialista é inquietante: na maioria das vezes, o problema está na forma como os docentes abordam o gênero.

Um dos trabalhos mais recentes analisou como as condições de ensino influenciam o resumo feito pelos alunos. Para realizá-lo, a pesquisadora orientou, juntamente com professores do 3º ano de uma escola de classe média em Buenos Aires, na Argentina, duas propostas de síntese para 15 estudantes. Na primeira situação, que Flora chamou de "habitual" por ser a mais comum nas escolas, as crianças escreveram resumos de um texto sobre a cidade grega de Esparta. Ao longo de sua exposição, o professor cometeu uma série de equívocos, como apresentar o gênero como um procedimento que serve apenas para reforçar o que já se sabe (leia outros erros na última página). Depois, realiza uma intervenção, reunindo no quadro ideias que deveriam constar da síntese, mas sem discutir por que e pedindo que a turma escrevesse uma nova versão do texto. Os resultados desse modo de ensinar foram desapontadores: em termos de critérios de seleção de informações, só cinco dos 15 alunos evoluíram entre uma versão e outra. E, no que diz respeito à compreensão de conteúdo, ninguém avançou.

Para a segunda proposta - resumir um texto sobre Atenas -, a atuação foi diferente (leia a próxima página). De início, o educador definiu resumo como uma prática de estudo para conhecer melhor o conteúdo de um texto. Na intervenção entre um texto e outro, o foco do trabalho foi discutir os critérios de seleção de informação. A mudança foi visível: 13 de 15 estudantes melhoraram na compreensão do texto e todos aprimoraram a seleção de informações.

Os resultados da investigação lançam luz sobre as maneiras mais eficazes de tratar o gênero. Comecemos por um aspecto que parece óbvio, mas é essencial: para resumir bem, o aluno deve entender o que está resumindo. Em seguida, já munido de uma compreensão global do que está escrito, ele parte para a produção. Nessa etapa, o objetivo é ampliar ainda mais o entendimento, pois o momento da escrita leva a uma nova ref lexão sobre o texto-fonte, evidenciando a ideia central e hierarquizando as informações. "Por isso, a discussão de critérios é fundamental. Dizer 'sublinhe o que é mais importante' ajuda pouco", reforça Flora.

É a deixa para mostrar que não existem resumos-padrão, mas possibilidades que variam de acordo com a proposta (destacar o mais importante, o mais curioso, os números citados etc.). Para guiar a turma, uma alternativa válida é mostrar suas próprias estratégias, apresentando uma referência de leitor e escritor experiente para as crianças.

Por fim, vale prestar atenção na linguagem utilizada. Ao notar que o aluno imita expressões do texto-base, você não precisa considerar aquilo uma cópia sem utilidade. "Definições científicas, por exemplo, são difíceis de serem explicadas com outras palavras", lembra a pesquisadora. O essencial é notar se o aluno compreendeu e não fez só uma justaposição de trechos. A melhor forma de verificar isso é examinar se há coerência no encaminhamento das ideias destacadas na síntese - e debater toda vez que isso não ocorrer. Praticando a escrita e refletindo sobre ela, a turma constrói resumos que extraem o sumo do texto.


créditos: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/como-ensinar-alunos-produzir-bons-resumos-sintese-formacao-continuada-556128.shtml

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